11 de Dezembro – São Dâmaso I, Papa e Confessor e São Sabino

São Dâmaso I, Papa e Confessor

         Natural da cidade lusitana de Guimarães, era irmão de Santa Irene.

Possuía grande cultura, era arquivista e poeta, e tinha também gosto pela arqueologia. Ordenou a organização dos arquivos da Igreja, conservando versões fiéis e autênticas dos escritos dos pri­meiros Padres e mandando destruir versões apócrifas e deturpa­das, para que no futuro não pudes­sem ser aproveitadas por hereges.

Com a mesma profética intenção, quis que houvesse uma única ver­são oficial dos Livros Sagrados, e incumbiu seu secretário, São Je­rônimo, de fazer uma tradução la­tina das Escrituras, diretamente dos originais gregos ou hebraicos, daí nascendo a célebre Vulgata.

Ordenou que fossem feitas esca­vações e obras de conservação nas catacumbas, abandonadas desde que Constantino dera liberdade à Igreja, em 312.

Pessoalmente re­digiu, em versos, os epitáfios dos incontáveis mártires que iam sen­do localizados nas galerias subter­râneas de Roma. Por influência sua foi retirada do Senado roma­no a estátua da deusa Vitória, sen­do assim eliminado esse vestígio do paganismo oficial.

Foi um dos primeiros Papas a definir explici­tamente o primado do Papa sobre a Igreja Universal, com uma au­toridade que lhe vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por delegação dos demais bispos ou de concílios.

Apoiou Santo Atanásio em sua luta contra o arianismo e combateu tenazmente essa, como diversas outras heresias do tempo. Em resumo, pode-se dizer que seu Pontificado, que durou 18 anos, foi dos mais fecundos dos primei­ros séculos da História da Igreja.

São Sabino

Em meados do século IV, temos Sabino como bispo de Piacenza, cidade próxima a Milão, na Itália. Segundo conta a história, ele nasceu naquela cidade e era diácono da Igreja. O papa Dâmaso I, o enviou, em 372, ao Concílio do Oriente, no qual seria discutida a doutrina ariana.

Ele retornou para a Itália com várias cartas para os bispos do Ocidente, e pouco depois foi consagrado bispo de Piacenza, pastoreando sua diocese por quarenta e cinco anos, também pela tradição, teve uma longa vida, morrendo próximo dos cento e dez anos.

Sabino se distinguiu pelo seu saber, pelo zelo pastoral e pelas suas exímias virtudes, que foram enaltecidas mais tarde pelo futuro grande papa Gregório Magno. O qual narrou um comovente milagre que Sabino realizou para salvar a cidade, por ocasião de uma enchente do rio Pó.

Além disso, São Sabino sempre se manteve muito próximo aos fiéis, considerado um pai caridoso, penitente e humilde, andando pelas ruas com roupas simples e, às vezes, sem sapatos.

Foi contemporâneo e amigo do bispo Ambrósio, outro ilustre santo da Igreja, com quem manteve numerosa correspondência. Sabino foi um natural e zeloso defensor da doutrina católica contra os erros dos arianos. Em sua extensa trajetória de vida religiosa, a Igreja assinalou a sua presença em vários sínodos, como o de Aquiléia, em 381; de Milão, em 387; e de Roma, em 390.

A pedido da Santa Sé, tinha de ficar longos período em outras cidades, preparando e corrigindo os bispos mais jovens, para que a verdadeira doutrina católica não se perdesse no meio dos erros e excessos dos arianos: que era o perigo da Igreja na época.

O bispo Sabino morreu no dia 11 de dezembro de 420.

Após, foi canonizado pela Igreja, que escolheu essa data para a homenagem litúrgica.

Mas a cidade de Piacenza o celebra também, com uma grande festa solene, no dia 17 de janeiro, porque nessa data suas relíquias foram transferidas para a igreja dos Apóstolos, que naquela ocasião foi dedicada ao santo.

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