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Afinal, o que é o dízimo?

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Dízimo: uma palavra que ecoa pelos séculos, carregando consigo um significado profundo e um convite à reflexão. É um termo que, por vezes, gera curiosidade, dúvidas e até mesmo debates. Mas o que, afinal, o que representa esse termo tão presente na vida da Igreja Católica? E o que significa partilhar o dízimo para os católicos?

A primeira ideia que precisamos ter em mente é que, em sua essência, o dízimo é muito mais do que uma simples contribuição financeira. Antes, é um gesto de fé, um ato de amor e um reconhecimento de que tudo o que possuímos é um dom de Deus.

Por isso, te convidamos a aprofundar-se neste assunto. Então, continue sua!

Uma semente plantada no Antigo Testamento

A prática do dízimo encontra suas raízes no Antigo Testamento, onde Deus instruiu o povo de Israel a oferecer a décima parte de seus frutos à tribo de Levi, que, por sua vez, dedicava-se ao serviço sagrado.

Logo, essa oferta era um reconhecimento de que tudo o que possuíam vem do Senhor. Era uma forma de agradecer por Suas bênçãos e de contribuir para a manutenção do culto e do templo.

E essa prática se perpetuou ao longo da história da Igreja, sendo reafirmada por Jesus Cristo e pelos apóstolos.

Também em outra passagem bíblica do Antigo Testamento encontramos um convite direto de Deus ao Seu povo: “Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa” (Malaquias 3,10).

Isso pode parecer, à primeira vista, uma simples instrução financeira. No entanto, ela representa muito mais do que isso. O dízimo não era um imposto, mas um ato de fé e de reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas. E ao entregar a décima parte de seus rendimentos ao templo, o povo de Israel estava declarando que tudo o que possuíam vinha de Deus e que Ele era o verdadeiro proprietário de suas vidas.

E a resposta de Deus a esse ato de fé é surpreendente e cheia de esperança: “Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário” (Malaquias 3,10).

Portanto, Deus promete derramar sobre Seu povo bênçãos abundantes, muito além daquilo que eles poderiam imaginar. Porém, essa promessa não se limita apenas a bens materiais, mas inclui também bênçãos espirituais, como sabedoria, saúde, paz e muito mais!

O dízimo na Igreja Católica

Na Igreja Católica, o dízimo adquire um novo significado, inserido no contexto da fé cristã. Ele é compreendido como uma contribuição voluntária e proporcional aos bens que cada fiel possui, destinada ao sustento da comunidade eclesial.

Sendo assim, é um gesto de amor e de partilha, que nos convida a colocar nossos bens a serviço do Reino de Deus.

Além disso, é visto como um ato de gratidão a Deus por todas as bênçãos que Ele derrama sobre nossa vida. E ao sermos dizimistas, estamos reconhecendo que tudo o que temos vem Dele e que somos chamados a partilhar com a comunidade.

É uma forma de colaborar para a manutenção e o desenvolvimento da Igreja, para que ela possa continuar anunciando o Evangelho e servindo aos mais necessitados.

O Documento 106 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destaca a importância do dízimo como um sinal de corresponsabilidade pela vida da Igreja. Então, ao partilharmos o dízimo, estamos assumindo um compromisso com a evangelização e com a construção de um mundo mais fraterno e solidário.

Aproveite para ler também: Santa Marta ensina-nos a cuidar, rezar e amar

As 4 dimensões do dízimo

O dízimo, na Igreja Católica, não se limita a uma mera contribuição financeira. Ele possui uma rica dimensão espiritual e social, manifestando-se em quatro aspectos fundamentais:

1. A Dimensão Religiosa do dízimo

  • Gratidão a Deus: O dízimo é um reconhecimento de que tudo o que possuímos é um dom de Deus. É uma forma de agradecer por Suas bênçãos e de reconhecer Sua soberania em nossas vidas.
  • Aproximação com Deus: Ao entregar uma parte de nossos bens, nos aproximamos mais de Deus, fortalecendo nossa fé e confiança em Sua providência.
  • Santificação: O dízimo contribui para a santificação pessoal, pois ajuda a nos desapegarmos dos bens materiais e a buscarmos os valores do Reino de Deus.

2. A Dimensão Eclesial

  • Pertencimento à Igreja: O dízimo demonstra o nosso pertencimento à comunidade eclesial, expressando nosso compromisso com a missão da Igreja.
  • Sustento da Igreja: Os recursos do dízimo são utilizados para manter as atividades da paróquia, da diocese e da Igreja universal, como a celebração dos sacramentos, a formação de novos padres e a evangelização.
  • Corresponsabilidade: Ao contribuir com o dízimo, nos tornamos corresponsáveis pela vida e missão da Igreja.

3. A Dimensão Missionária

  • Evangelização: O dízimo sustenta as atividades missionárias da Igreja, permitindo que a Boa Nova seja levada a todos os povos.
  • Obras sociais: Os recursos do dízimo são utilizados para apoiar diversas iniciativas sociais, como projetos de educação, saúde e assistência aos mais necessitados.
  • Expansão do Reino de Deus: O dízimo contribui para a expansão do Reino de Deus, promovendo a justiça, a paz e o amor ao próximo.

4. A Dimensão Caritativa

  • Solidariedade: O dízimo expressa a solidariedade para com os mais necessitados, permitindo que a Igreja auxilie aqueles que sofrem.
  • Partilha dos bens: Ao partilharmos o dízimo, partilhamos os nossos bens com os irmãos mais pobres, e assim vivemos o mandamento do amor ao próximo.
  • Construção de um mundo mais justo: O dízimo contribui para a construção de um mundo mais empático e fraterno, no qual nos libertamos do nosso egoísmo em vista de ajudar os necessitados.

Enfim, o dízimo é muito mais do que uma obrigação financeira. É um ato de amor, de fé e de corresponsabilidade. No entanto, é normal que surjam dúvidas a respeito da contribuição do dízimo. Procure a secretaria paroquial ou a equipe da Pastoral do Dízimo para sanar todas as suas dúvidas sobre a partilha do dízimo.

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